sábado, 26 de junho de 2010

Simpatia de circular

título inspirado no blog da prima! =)


Olá caros leitores! Como vão vocês?


Bom, o assunto hoje é circular.. Na verdade, no vulgo minerêz, coletivo. Os dois nomes fazem sentido já que é um transporte coletivos que circula. Não vou falar dos malditos sons que foram comentados no blog da prima e tudo que ela disse lá se aplica dentro da circular também.



Falarei dos assuntos abordados nas conversas dentro da circulas que normalmente são o ó do borogodó. Já vi empregadas domésticas comentando os problemas amorosos de seus patrões, já ouvi DR de relação incluindo problemas financeiros, amorosos, sexuais e outras muitas coisas são abordadas neste meio barulhento e de descarrego.


Mesmo utilizando o transporte coletivo na simpática capital que de simpática não tem nada, onde normalmente as pessoas não são muito de conversinhas, na circular elas se mostram como realmente são: fofoqueiras.



Para observar o comportamento selvagem das pessoas basta vir da faculdade na hora do rôchi pq eu prefiro ter um filho viado que andar neste horário de circular, ônibus daquele jeito que o diabo gosta e as pessoas achando que sair do trabalho às seis é sinônimo de sair descontando todos os problemas em todas as pessoas que você vê a sua frente. Sim, é isso que eles fazem. Só que eu não posso deixar de comentar que se seu chefe ou superior te trata mal, isso é problema seu. Se seus amigos não te amam, isso é problema seu. Se sua mulher não é boa de cama, isso também é problema seu. Então, meu caro, sabe o que você tem a mais que eu? rsrs



Um dia, estava eu na circular loucamente lotada quando o ônibus que mal tinha saido do terminal, parou no primeiro ponto logo depois da saída do terminal e observando a porta notei que ninguém desceu. Estaria tudo bem, se a campainha não tivesse tocado novamente mais umas três vezes nos próximos pontos e e as paradas do ônibus fossem em vão. Então tá, quem é o infeliz que tá apertando sabosta toda hora e não desce nunca e também não deixa o ônibus chegar nunca? Porra meo, deixa sabosta chegar logo. Foi ai que comecei a buscar com os olhos as pessoas que se encontravam perto das campainhas e observar seus movimentos suspeitos. Vi que o problema estava bem debaixo do meu nariz, literalmente. Estava eu, me segurando perto da capainha, e na minha frente uma criança (um moleque de uns oito anos). O inútil olhava para os lados e apertava a merda da campainha. Fiz uma carreta pra ele (¬¬') como quem diz: "dá pra parar ou quer que eu te jogue do ônibus em movimento?" Fiquei só olhando. Dava um tempinho, ele olhava pra mim e eu estava olhando pra ele, e ele fingia que nada. Pensei: filhodumarapariga! Mas tudo bem, problema solucionado. Isso, só afirma meu jeitinho amoroso em tratar crionças e educa-las.



A mensagem de hoje é então: leitores não se esqueçam que circular é público e tem gente que fica só observando #djjamaica rsrs



beijosdaprimamari =*

sábado, 22 de maio de 2010

Relacionamentos, eis a questão

Um dia, estava eu em minha casa e fui incentivada pela prima a ler a superinteressante deste mês. Fui até a Americanas mais próxima e comprei.
Eis, que falarei de relacionamento aproveitando o gancho que a matéria da capa me deu. E tudo que eu disser eu espero que não seja usado contra mim. Além disso, toda regra que aqui se faz, tem excessão (antes que algum revoltadinho patético venha me dizer o que fazer).
Como todos sabem, eu sou durona. Não que eu nunca goste de ninguém. Mesmo por que, eu gosto de muita gente, por exemplo, dos meus pais, da prima, das pessoas que leem este blog. Mas do tipo que acha que relacionamento é complicado demais pra entender e/ou explicar, e como cientista (mesmo frajuta, que acho que sou) acredito ser longe demais da realidade.
A reportagem disse muita coisa que estou cansada de dizer (eu sempre aviso! =P): que cada um em um relacionamento tem que ter sua individualidade e autonomia preservada, que você pode "gostar" de mais de uma pessoa ao mesmo tempo, que a conquista deve ser a cada dia, que não se deve guardar mágoas em relacionamentos (nenhum, inclusive) e por fim ter muita paciência.
[Parte extraída] Pesquisas discutem que os mecanismos cerebrais para decidir o que vai acontecer em um relacionamento: luxúria, amor e ligação. Cada um deles é ligado por diferentes hormônios (testosterona, dopamina e ocitocina) e desta forma, você pode sim, ligar cada um deles a uma pessoa diferente.
Além do mais, entre os mamíferos, apenas 3% das espécies são monogâmicas. Não que eu esteja defendendo, mas acho que às vezes o instinto natural fala mais alto.
Além disso, algumas estatística me chamaram a atenção: fórmula ideal do amor (maior taxa de felicidade e menor taxa de separação): a mulher deve ser 5 anos mais jovem, 27% mais inteligente (ela tenha diploma universitário e ele não) e é preciso experimentar bastante antes de decidir, se você se relacionar com 100 pessoas durante a vida, só irá achar o par ideal na 38ª relação =O
Resumindo: amor não existe, por isso, a gente inventa.
Beijosnãoesqueçamdemechamarprabeber =*

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diplomacia versus hipocrisia

Olá pessoal! Vim tratar de um assunto polêmico aqui hoje, por que faz tempo que não falo de coisas sérias! :D
As definições:
Diplomacia: ciências das relações e interesses internacionais; o corpo dos representantes dos governos estrangeiros junto a um Estado; astúscia; cortesia; circunspecção e gravidade nas maneiras.
Hicirisia: afetação de uma virtude, de um sentimento louvável que não se tem; impostura; fingimento; falsa devoção.
Parecem coisas diferentes, mas se você pensar bem, quase não são!
No entano, o limiar entre eles é bem estreito. Meus professores de cálculo (que Deus os tenham, por que certamente quando eles morrerem no julgamento final é necessário acrescentar o sofrimentos que estes malditos professores, causaram aos seus alunos), diriam que seria uma camada limite. Uma camada limite parece um meridiano, você sabe que existe, mas não vê. Este limiar você acredita que exista, mas às vezes não vê.
Outro dia me ocorreu que determinada pessoa chegou a mim me abraçando (¬¬') e disse: "Mari, você não gosta de mim?". Bem, ai pergunto a vocês, caros leitores, usarei de minha diplomacia ou de minha hipocrisia? Bom, a diplomacia quando usada para finalidades de falsidade acaba se tornando uma hipocrisia.
Mas eu prefiro sempre usar a diplomacia e nunca dizer TUDO o que realmente você pensa. Foi o ensinamento mais difícil para minha mãe por que eu não entendia já que desde crianças, você é obrigada a dizer a verdade e depois de um certo tempo, você já não pode mais dizer a verdade, é um drôga!
Esperem de mim diplomacia (pouca), mas hipocrisia beijotofora!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Psicologia infanto-juvenil

Querido diário!

Diário.. ha ha ha! Pela definição da palavra não se encaixa mesmo neste blog por que estou tirando as teias de aranha dele.. tempos hein!?

Bom, o assunto de hoje é minha psicologia de adolescente. Como alguns sabem, eu tenho um sobrinho que mora comigo e que esta nesta terrível fase. Um dia entrei no quarto dele e ele estava lendo(acalmem-se não era uma revista daquelas que o Ailton escondia embaixo do colchão), mas sim, era um papel todo colorido cheio de coraçõzinhos com letrinhas.. então pensei "oba, história nova!" rsrs

Ca-la-ro que eu iria perdir pra ver e ca-la-ro que ele ia resistir, o que não adiantou muito após "tá, não deixa eu ver eu conto para a mãe!" XD. Lendo a carta com aquele dramatismo barato "eu posso morrer hoje e ser enterrada que te amarei para sempre!" eu me lembrei o quanto já fui patética nesta vida. Quem não foi patético que atire então a primeira pedra. O fim da história foi quando eu disse pra ele que se as notas dele abaixassem ou se eu soubesse que ele estava matando aula por causa de namoricos a coisa ia ser feia para o lado dele (tia chaaaaata!). E ele disse assim "não faria isso só porque tenho uma namorada". Aham Claúdia, senta lá. Em uma semana era a namorada e na outra, uma decepção amorosa. Tá, não disse, mas pensei.

Isso me lembrou que aos quinze anos nossos problemas (meu e da prima Jû) resumiam-se em dois nomes (relatos de uma carta de 10sexti folhas da epóca da adolescência), e estes dois nomes não existem mais.. bem, não que eles tenham morrido, não é isso, ou pode ser.. rsrs

Bom, como eu estou livre de problemas, tenho tempo para ser feliz agora! :D

A coisa foi curta hoje.

Beijosatémais =*

sábado, 13 de março de 2010

primeiro dia de aula :D

Primeiro dia de aula da minha vida que me lembro eu devia ter meus quatro anos, minha mãe me deixou na escola e eu quis chorar. A professora me sentou ao lado de alguém que me emprestou um lápis de cor preto ao invés de um lápis de escrever e claro que eu no meu nobre desentendimento só percebi quando tentei apagar. Neste momento tive minha primeira lição de mundo: você não deve confiar na primeira pessoa que vê XD.

Já nos dias de hoje, eu na minha ignorância de ler editais/regimentos/comunicados, sempre faltando algo ou deixando pra depois, fui olhar o meu horário de aula só na manhã do meu primeiro dia de aula e é claro que não percebi o engano que estava cometendo. Sai de casa e dei a última bisbilhotada no local da aula, foi ai que meu mundo desabou quando vi que minha aula não era no lugar onde eu imaginei que era (campus Jardim das Américas).

Bem, a capital é extremamente grande, cada passo errado, cada circular extraviada é uma perda de pelo menos uma hora na sua rota. Tentei dominar a situação pensando “ah, vou perguntar no terminal onde fica esse tal de Campus III”. E lá fui eu ao chegar ao terminal. “aaaaah, você quer ir no campus do Jardim Botânico? Ah, ele é do outro lado” disse o tiozinho do terminal. Segui as instruções e gastei meia hora a mais no ônibus que estou acostumada a gastar. Estaria tudo bem se não tivesse parado dois quarteirões antes da entrada do campus. E amigos, vocês não sabem como são os quarteirões desta cidade. São imeeeeeeeeeeeeeeeeensos! Andei loucamente até a entrada e pela placa pude me certificar que estava no local certo, então tava tudo bem agora rsrs. Doce, ilusão! Ao adentrar ao Campus me localizei com o guardinha: “O Departamento de Engenharia Florestal? É lááááá embaixo! Desce toda esta rua, vire a direita, desce as escadas e a rampa e vai dar no estacionamento!” Vocês já devem imaginar o que aconteceu.. sim, milhas e milhas até chegar ao departamento. E cheguei! Grazadeus//

Estava lá faltando cinco minutos para o horário que estava marcando o início da aula. Mas na verdade, estava lá faltando uma hora e cinco minutos para o horário do início da aula. Isso foi bom por que pude observar os departamentos que estavam em volta daquele terceiro andar, me localizar. A direita o hospital, a direita o campus de agrárias, a frente o campus Jardim da Américas.. como assim o campus Jardim das Américas??? Lá estava ele lindo, leve e solto..! bem, foi ai que vi o engano que cometi ao deixar minha rotina. Era muito mais perto daquela sala percorrer meu caminho normalmente.

Foi a decisão que tomei logo a sair da aula. Que voltaria pelo caminho tranquilo rsrs. Bem, nunca disse isso para muitas pessoas mas apesar de não ter medo algum de altura, ou de aventuras nas alturas, se tem algo que me assusta, isso se chama passarelas. Eu sempre via aquela passarela quando estava na sala do departamento mas é claro que não imaginei que embaixo dela fosse uma rodovia. Pensei num bosque, num rio. Algo mais tranqüilo. É exatamente destas passarelas que os carros passam embaixo que eu não gosto, na verdade sinto uma ligeira fobia, que aumenta ao passar por ela. E os campus eram ligados por uma passarela que passava por cima de uma rodovia. #meldels

Mas como estava dizendo ao fim da aula, mais desinformada que cego em tiroteio fui embora com o menino da minha turma pela passarela e ao primeiro passo “ai meldels” foi soado dentro de mim. Fui atravessando sem olhar pra baixo, sem olhar pra frente e conversando com o menino mais ou menos o seguinte (em itálico foi o que pensei, em negrito o que ele disse): “daí no meu projeto eu usei regressão...aih meldels do céu, se concentra na conversa mariana, se concentra...comparei várias... se concentra no que ele esta te dizendo, vamos dê sua opinião..mas acho que faltou... meldels, passam carros lá embaixo.. [peguei disfarçadamente no corrimão].. nós somos tão imaturos quando fazemos mestrado... caraio isso não acaba mais, ta acabando, ta acabando.. [primeiro passo no chão seguro].

Ufa!

Essa certamente era bem mais longa que aquela de Londrina ou eu não estava preparada psicologicamente para passar por ela. Apesar de ter conseguido ainda me pergunto qual caminho vou escolher fazer todas as segundas feiras para chegar psicologicamente preparada para assistir aula.

Beijosfujamdaspassarelas =*

sexta-feira, 5 de março de 2010

Despedidas

Alguns momentos que passamos sujestionam o que vamos postar. E hoje é assim. Falarei de despedidas, de chororós, de grazadeus// você se foi.



Bem, despedidas me entediam. É sério. É aquele momento da sua vida que você não sabe onde por as mãos. Geralmente, elas começam com frase "foi bom ter você aqui", "foi bom trabalharmos juntos", "você vai seguir um caminho melhor", "tudo vai dar certo pra você". Parece um momento feliz ao mesmo tempo triste. Me confunde também. É feliz porque você esta seguindo em frente, e mesmo que volte para onde você veio, você nunca volta igual a quando saiu. E triste por que tudo começará novamente: nova casa, novo emprego, nova faculdade, novos amigos.. é um fluxo! A ilusão quando se volta para onde se veio, é que tudo esteja como estava antes.. nada nem ninguém estarão ali do jeito que você deixou. Como dizia o barbado, tudo muda o tempo todo no mundo.



Eu, particularmente, não gosto de despedidas. Procuro não contar quando vou embora e uso isso ao meu favor. Algumas pessoas você sabe que nunca mais vai ver mesmo, seu vínculo termina ali. Outras, você sabe que vai levar algo delas para o resto da vida. Outras ainda, serão perceverantes em estar sempre presentes nos seus momentos. E assim, segue a vida.
Bem, agora vou terminando por aqui.
E o que posso dizer é bye bye Londrina!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

peraltisse \o/


Ser criança! Ahhh, quem nunca foi. Quem nunca teve um bico do dedão arrancado por uma calçada qualquer, um joelho ralado no asfalto, um nariz sangrando por que caiu do seu mundo da imaginação direto para o chão? Impossível existir se não viver nenhuma destas experiências (e mesmo que me digam que não aconteceu com vocês, eu tenho o direito de não acreditar! =P).


Tem coisas que me lembro claramente de como aconteceram, outras me lembro vagamente. Uma hora que gostava muito, era a hora de brincar depois da aula. Na verdade era entre o fim da aula e a chegada do ônibus anunciadas por diversas vozes gritando loucamente “olha o ônibus”, “o ônibus, o ônibus” e todos correndo na direção da fila de mochilas montadas no pontdeombus. Neste período aprendia coisas que a escola não ensina :D


Me lembro do dia que aprendi a fazer bolinha de chicletes. Não era muito nova, mas nunca fui anciã nas descobertas da vida. Sempre mascavas chicletes, escondido da minha mãe por que ela não gostava de me ver comendo besteiras e não deixava que eu levasse para escola por que ela é professora. E vocês sabem como são as professoras!


Neste dia, fiquei toda minha meia hora mascando e fazendo bolinhas, a mando de alguém, certamente, mas não me lembro quem seguindo daí direto para uma competição de bolinhas de chicle. Quando entrei no ônibus, continuei a mascar e fazer bolinhas loucamente. A minha frente estava uma guria que fazia ensino médio no “colégio das irmãs”, como essas gurias eram respeitadas por nós, doces crionças. Primeiro, por que elas eram nossos padrões de beleza e comportamento. Era como queríamos ser quando crescer (criança sempre quer ser como alguém quando crescer). Elas tinham corpo estrutural e vestiam-se muito bem mesmo uniformizadas (elas podiam usar calças jeans, enquanto nós tínhamos que usar aqueles shorts de malha azul marinho escrito em branco extremamente largo pelo corpo esquelético e desengonçado). O fato é que a menina sentada a minha frente, cantava uma bela canção, enquanto eu, fazia bolinha, estourava e fazia bolinha. Numa destas bolinhas estouradas e eu recomeçando meu ciclo, eu, cordenada com meus sentidos como sempre fui (mentiraaa!), lancei meu chiclete para fora da minha boca alcançando o cabelo liso e preto brilhante da minha heroína. O desespero foi plantado em mim, o que fazer? Falar ou não falar? Mas o que eu poderia fazer? Tentar explicar toda a história da minha vida e desculpar-me? Tentar tirar o negócinho rosa de lá sem ela perceber? Visualizei o troço tutti frutti em meio aos fios, impossível tira-lo de lá sem ela perceber.


E foi ai que tive minha primeira atitude deixa como que tá pra ver como que fica. Sábia decisão. Simplesmente, ignorei a existência de um novo apetrecho no cabelo da minha provável mais nova inimiga e continuei a respirar meu oxigênio em paz, pedindo aos céus pra que ninguém tivesse visto o incidente e me dedurasse.


Se você querida velha inimiga estiver lendo este post, minhas sinceras desculpas e meu pedido de reconciliação.