terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Greve de ônibus en Curitiba

Como podemos acordar de bom humor nesta magnífica cidade?

Isso esta longe de acontecer.

Cobradores e motoristas estão em greve nesta cidade onde o sistema de transporte coletivo é exemplar e onde não temos outro meio de transporte (diferente do que se fala e pensa por ai, o mêtro ainda não chegou). Seria exemplar se pelo menos cumprisse regras que não afetassem o direito de ir e vir de cada passageiro. 30% da frota deveria funcionar, logo aqui na frente da minha casa onde deveriam ter passado uns 6 deles ao invés de 24, que nem sequer apareceram. Motoristas e cobradores culpam a Urbs de não ter se preparado e estabelecido as linhas que deveriam funcionar, já que na reunião do dia 13 (ontem) à noite foi decidido pela greve. No entanto, um prazo de aviso de 72 horas deveria ter sido dado pelos grevistas. Acredito que isso não aconteceu, eu sei contar.

Não entendo nada de leis, mas acredito que um reajuste de 40% é algo fora da realidade. Minha bolsa também esta defasada e já fazem dois anos, no entanto, não paramos com a pesquisa do país. Obviamente por que não temos um sindicato tão ativista como outros que estão por ai.

Mas este é seu país não é mesmo ex-presidente Lula ? É o país grevista, sindicalista e paternalista que vamos ter que engolir. Afinal, todos temos direito a greve, mesmo que isso interfira na vida alheia. E vamos lá, todos juntos botando seus carros na rua, pra ver no que dá.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

E depois de um ano...

Bom dia pessoal.

Estava eu hoje finalmente olhando o blogger. Ô saudades! Dei uma atualizada nos assuntos que me apetecem e percebi que pessoas que gosto de ler continuam postando. Sinto falta de escrever aqui. Logo, voltarei. Não vou ficar fazendo promessas, vamos ver como as coisas vão acontecendo.

Percebi que tenho alguns cinco leitores, mas que às vezes outras pessoas aparecem e gosto de ver que tenho outros leitores a não ser meus próprios amigos (que podem estar fazendo isso por amizade).

Gosto daqui, voltarei.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Diários de viagem III

Alcântara.
A cidade fica localizada no MA, por onde podemos chegar de lancha saindo de São Luis. É um passeio agradável, só que este meio de transporte é recomendado apenas para pessoas fortonas que consigam aguentar a maresia e o balacobaco da lancha.
A cidade é marcada por uma história de domínio francês e posteriormente tomada pelos portugues. De portugal, além do portugês (infelizmpente, por que francês é muito mais chique), haviam ainda muitos azulejos e também pedras de cantaria nas construções. A história mais importante da cidade foi uma visita do imperador, muito esperada por duas famílias da cidade que construiram duas residências para recebê-lo. O imperador muito indeciso entre qual das famílias rivais agradar, resolveu não aparecer. Por conta disso, as casas nunca foram terminadas e acabaram como ruínas e a Festa do Divino acontece todos os anos como se a cidade tivesse recebido a ilustre presença. Além disso, na cidade existe o doce de espécie - que é mara! - que é uma homenagem ao imperador.
Além disso, na cidade existe o Centro de Lançamento de Alcântara. A base não fica próxima, mas existe visitação e além dela tem dentro da cidade mesmo um museo. Esta base sofreu um acidente em 2003 matando 21 pesquisadores. A base ainda não foi reconstruída, mas já tem lançamentos previstos.
A vista para o marr é linda. Então, as fotas.

Ruína de uma das casas construída para receber o imperador.
Igreja dos negros (na época existiam muitos escravos que após deixar seus patrões na igreja, também vinham rezar na sua igreja onde o culto deveria acabar antes para que eles estivessem esperando seus patrões quando o culto deles acabassem).

Igreja dos brancos (nota-se como ela é maior que a dos negros, e o acabamento interno banhado a ouro, um loosho).

Ruína de uma das casas feitas para receber o imperador.



População da cidade (rsrs): 22. 165 habitantes.

Igreja matriz, onde os brancos rezavam e caiam também. Sim, eu cai. E depois andei toda a cidade com o tornozelo inchado. Mas mesmo assim me senti chique de doer pq inchei meu tornozelo na pedra de cantaria de Portugal na cidade de Alcântara (beijonoombro).

Branca no pelourinho.

Prefeitura da cidade. Também já funcionou no local o presídio.

Cidade velha, rua central.

Meio de transporte pelo qual chegam ou saem da cidade os vivos e os mortos. No dia que fomos um caixão viajou conosco. Ainda bem que não sou mulherzinha e não tenho medo. Mas cruzamos com o enterro da pessoa várias vezes dentro da cidade.
Da cidade, por hora é só.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Diários de viagem II

Opinião política.

Nunca liguei pra política, mas ela também nunca me ligou.

Conhecendo os pontos turísticos de São Luis comecei a me interessar por alguns fatos que acabei por pesquisar na internet.

O local que despertou o meu interesse político foi o Convento das Mercês. Atualmente, ele foi doado a Fundação José Sarney (naturalmente me espantou nome em coisas de pessoas não-mortas). Neste local existia até mesmo um cemitério particular do presidente do Senado que foi retirado por que na realidade isto é proibido por lei. E agora lá em um espaço gigantesco (afinal, conventos normalmente tem muito espaço), funcionam apenas duas salas com presentes recebidos por ele em seu mandado presidencial.

Esta mesma fundação foi alvo de denúncias de desvio de verbas recebidas (irregularidades nos recursos da Petrobrás de 2004 a 2007) para outras empresas da família Sarney na cidade e contas familiares. O fechamento da fundação, e consequente manutenção do museu foi ameaçada por José Sarney. Essa jogada fez com que o Comitê de Ética arquivasse as acusações (o típico "vou esquecer o que você me fez e você mantém as coisas como estão").

O ex presidente Lula disse uma coisa que faz sentido: o Maranhão não gostaria de eleger a família Sarney. Ele disse isso em sua primeira campanha e me parece óbvio que agora ele não pense mais assim já que apareceu na campanha de Roseana Sarney na sua reeleição como governadora do estado. O estado que elegeu José Sarney para o senado foi o Amapá e para presidente (do senado) foi apenas uma etapa. Espero que as pessoas que fizeram isso estejam cientes que na ausência do presidente, do vice e do presidente da câmara dos deputados, quem assume o país é o presidente do senado. Então, vejam quem será!

Política é coisa estranha mano.

Beijostenhomaiscoisasparacontar

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diários de viagem I

Relato de experiências.

A muito tempo não tinha a oportunidade de uma viagem de férias sem algum objetivo maior (congresso, provas de doutorado, patatipatatá). Acredito que desde que mudei para o Paraná (a seis anos) não viajava de férias (já que normalmente minhas férias eram no Paraná).

Andei de avião pela primeira vez e digo claramente: a viagem é muito, mas muito, mas muito mais tranquila do que de ônibus. Mesmo que as pessoas fiquem desesperadas quando o avião começa a subir ou quando ele vai pousar (acho que elas sempre esperam o pior), ele é um meio de transporte muito rápido e confortável. Isso considerando que o atendimento das empresas aéreas é extremamente melhor que das empresas de transportes terrestres. Então minha sugestão é: sempre que puder (não seja caro e você tenha condições), vá de avião.

No meu caso a possibilidade de outro tipo de transporte estava eliminada, já que a viagem duraria três dias dentro de um ônibus percorrendo mais de 3000 km.

Aprendam uma coisa sobre o clima desta cidade: é sempre quente, mas venta muito. Um ameniza o outro, a não ser que você esteja andando no centro comercial no horário de pico, onde as ruas são estreitas e mal ventiladas e quando estão lotadas tendem a piorar a situação. Desembarcando do avião eu vi uma coisa que não via com tanto ênfase a muito tempo: O SOL! Eu vi o sol fazendo ondinhas de calor quando olhava para o horizonte. Amanhece muito cedo e anoitece mais cedo também, isso sem considerar que não tem horário de verão (perdi uma hora da minha vida na transição de estados rsrs).

Fiz conexão no Rio [não fui atingida por nenhuma bala perdida grazadeus//, mas se tivesse acontecido algo nos 17 minutos que estivesse lá seria muita falta de sorte (sorte? que merda é essa?)]. Mas o que foi mais interessante nesta conexão foi a quantidade de sotaque que tinha no avião. O pessoal de São Luis já tem um sotaque bem "x" (bexta), mas estes cariocas manos, é tenso: "boasx fextasx pra voxes". Eu posso falar por que o meu é quase imperceptível e é comum de quem veio do nourrrrrte do Pr.

A primeira vista, a cidade que é considerada patrimônio da humanidade, esconde coisas interessantíssimas e um passado histórico a ser descoberto por seus turistas. Isso sem considerar que é diferente estar em outro lugar quando se mora em Curitiba, afinal aqui as pessoas são extremamente simpáticas e educadas. E eu estou abusando muito disso, já que esta experiência naquela cidade cinza neste caso, não existe.

Estas são as primeiras impressões, postarei coisas específicas que preciso contar/denunciar e também mostrarei fotos. Espero vocês nos próximos capítulos!

Beijosdefelizanonovo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Oi "a incrível jornada"

E aqui estou eu, ser que quase, mas quase, desistiu de estar conectado ao mundo por este canal de comunicação.
Escrevo-vos para contar-lhes minha caminhada (e longa, dolorosa) com a nossa queridíssima empresa prestadora dos serviços telefônicos Oi.
Como todos sabem eu me apresento do subúrbio da capital paranaense. Mas enfim, se até Marumbi tem internet, por que aqui que é apenas dezessexi quilômetros do centro de Curitiba não teria?
Bom, essa história se iniciou quando me mudei pra cá, e cai numa "lista de espera" pela internet. Lista essa que confirmei hoje com o funcionário desta empresa que não EC-XIS-TE. Claro que com a minha grande experiência aliado a minha maldita sorte, comprei um mini modem da Tim pra esperar a boa vontade de Deus em mandar um sinal de ADSL pra mim. E assim, seguiram sucessivos meses de cai-cai (comprovados pela interrupção das minhas conversas no msn com a prima, o primo júnior ou com o lucas).
Cansado de tudo isso, o super Lucas, resolveu interferir com sua magestosa sabedoria e paciência (com certeza, infinitamente maior que a minha) e ligar novamente nesta empresa. Com um pouco de pressão ele conseguiu fazer o atendende triplicar os erros gramáticais comuns ao telemarketing brasileiro.
Duas semanas depois, esta empresa entra em contato com meu lar, dizendo que chegou a minha vez na fila de espera (viva! ou melhor: aleluia!). Fiz todo o cadastro, troquei o plano residencial e acertei a instalação interna. Dois dias depois nada.. bom, vamos verificar. Liguei. "Senhora, foi um engano, não existe porta disponível para a sua região". Ah, não é? Pois agora vai existir, e quero falar com o setor responsável por que estou cansada de falar com o setor irresponsável. NADA. Os quatro atendentes tentando me fazer acreditar que eu teria que entrar novamente na "lista de espera". Tá bom, ninguém vai resolver, pois vou abrir uma reclamação na Anatel! (fikdik, é muito fácil fazer isso, vocês podem ligar no número 133 do seu aparelho celular ou fazer a reclamação pela internet mesmo, se você tiver uma é claro). E foi isso que fiz. Após vários contatos com a Anatel, Oi, Anatel, Oi. Eu ganhei uma porta de sinal da internet! Que legal, anh!?!
Mas claro que não terminou por ai. Após o sinal estar liberado e a Oi me oferecer um modem/roteador e eu comprar (por que mesmo que eu ainda negocio com eles?) mais quinze dias se passaram e claro, não deu certo. O sinal não estava liberado, o tal do modem/roteador não fazia as duas funções. Mas tá tudo bem agora, tenho uma internet (aparentemente) descente e estou vendendo meu mini modem da Tim desbloqueado a preços baixissímos.
Boa semana depois do feriado galerë!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Efeito platô

Muito tempo que não escrevo nada, mas também não tenho tantos leitores assim para que possam fazer uma parada em frente a minha casa pedindo "Bis".
Bom, como sempre, antes de aparecer por aqui eu passei pelos blogs que mais gosto: Olá pra você! e Alone Without Myself e comecei a entender algumas coisas que se passam comigo.
Como todos sabem, a sequência de "eu vou voltar pra casa" se iniciou com Júnior que fez sua escolha em agosto do ano passado e voltou para os laços fraternos. Ele foi seguido pela prima no fim do ano e logo depois por mim, no mês de março.
Nos três fizemos escolhas afetivas, que talvez não tenha deixado os outros "eu's" (por exemplo, o profissional) tão satisfeitos. Seis meses depois, eu me encontro sentindo o efeito de platô na minha vida. Para quem não sabe, ele é exatamente do que a prima reclamou: a rotina.
Me faço questionamentos se o meu incomodo é realmente o fato desta estabilidade, da falta de emoção, de adrenalina correndo no sangue ou simplesmente o fato de nós seres humanos nunca estarmos satisfeitos com nada do que temos? De certa forma, a insatisfação nos faz querer sempre mais, desperta o desejo de ir além das possibilidades, então é possível enxergar nela uma função benéfica.
Olhando para trás e comparando minha vida hoje, consigo perceber a vida de adulto que tenho e será que realmente gostaria de evoluir desta maneira? Será que gostaria mesmo de abandonar aquela criança besta que sempre existiu dentro de mim?
Estes questionamentos são saudáveis, e quando eles não existirem mais, eu também não existirei. Quando as dúvidas terminarem é por que eu parei de viver.
Fazem seis meses que não viajo pra lugar algum, seis meses que não fico sozinha em casa, seis meses que não passo o dia todo vendo seriados no note por que estou estressada, seis meses que não encho a cara e chego de madrugada e tenho que dormir sentada por estar tão bebada, seis meses que não tenho crises existenciais por estar longe da família. Mas também fazem seis meses que não lavo roupa, seis meses que como comida de mamãe pelo menos uma vez por semana, seis meses que vivo numa rotina de ir para faculdade durante a semana e estudar sempre e fazem menos de seis meses que estou num relacionamento.
Bem, é uma pena que não temos uma balança para pesar coisas da vida, por que eu como pessoa fria e calculista que sou, gostaria de saber se tal mudança foi melhor ou pior.
O que estou querendo levantar aqui, caros leitores, é que nós nunca poderemos fazer qualquer escolha na vida para favorecer uma coisa que achamos que não está tão boa sem prejudicar algo que gostamos da maneira como está.
E agora, se tentarmos novamente, outras coisas virão, e teremos novamente coisas agradáveis e coisas desagradáveis.
Na realidade, eu não preciso ser essa metamorfose ambulante, mas nunca deixarei de vivê-la.
Por hoje, é isso.