sábado, 22 de maio de 2010
Relacionamentos, eis a questão
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Diplomacia versus hipocrisia
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Psicologia infanto-juvenil
Diário.. ha ha ha! Pela definição da palavra não se encaixa mesmo neste blog por que estou tirando as teias de aranha dele.. tempos hein!?
Bom, o assunto de hoje é minha psicologia de adolescente. Como alguns sabem, eu tenho um sobrinho que mora comigo e que esta nesta terrível fase. Um dia entrei no quarto dele e ele estava lendo(acalmem-se não era uma revista daquelas que o Ailton escondia embaixo do colchão), mas sim, era um papel todo colorido cheio de coraçõzinhos com letrinhas.. então pensei "oba, história nova!" rsrs
Ca-la-ro que eu iria perdir pra ver e ca-la-ro que ele ia resistir, o que não adiantou muito após "tá, não deixa eu ver eu conto para a mãe!" XD. Lendo a carta com aquele dramatismo barato "eu posso morrer hoje e ser enterrada que te amarei para sempre!" eu me lembrei o quanto já fui patética nesta vida. Quem não foi patético que atire então a primeira pedra. O fim da história foi quando eu disse pra ele que se as notas dele abaixassem ou se eu soubesse que ele estava matando aula por causa de namoricos a coisa ia ser feia para o lado dele (tia chaaaaata!). E ele disse assim "não faria isso só porque tenho uma namorada". Aham Claúdia, senta lá. Em uma semana era a namorada e na outra, uma decepção amorosa. Tá, não disse, mas pensei.
Isso me lembrou que aos quinze anos nossos problemas (meu e da prima Jû) resumiam-se em dois nomes (relatos de uma carta de 10sexti folhas da epóca da adolescência), e estes dois nomes não existem mais.. bem, não que eles tenham morrido, não é isso, ou pode ser.. rsrs
Bom, como eu estou livre de problemas, tenho tempo para ser feliz agora! :D
A coisa foi curta hoje.
Beijosatémais =*
sábado, 13 de março de 2010
primeiro dia de aula :D
Primeiro dia de aula da minha vida que me lembro eu devia ter meus quatro anos, minha mãe me deixou na escola e eu quis chorar. A professora me sentou ao lado de alguém que me emprestou um lápis de cor preto ao invés de um lápis de escrever e claro que eu no meu nobre desentendimento só percebi quando tentei apagar. Neste momento tive minha primeira lição de mundo: você não deve confiar na primeira pessoa que vê XD.
Já nos dias de hoje, eu na minha ignorância de ler editais/regimentos/comunicados, sempre faltando algo ou deixando pra depois, fui olhar o meu horário de aula só na manhã do meu primeiro dia de aula e é claro que não percebi o engano que estava cometendo. Sai de casa e dei a última bisbilhotada no local da aula, foi ai que meu mundo desabou quando vi que minha aula não era no lugar onde eu imaginei que era (campus Jardim das Américas).
Bem, a capital é extremamente grande, cada passo errado, cada circular extraviada é uma perda de pelo menos uma hora na sua rota. Tentei dominar a situação pensando “ah, vou perguntar no terminal onde fica esse tal de Campus III”. E lá fui eu ao chegar ao terminal. “aaaaah, você quer ir no campus do Jardim Botânico? Ah, ele é do outro lado” disse o tiozinho do terminal. Segui as instruções e gastei meia hora a mais no ônibus que estou acostumada a gastar. Estaria tudo bem se não tivesse parado dois quarteirões antes da entrada do campus. E amigos, vocês não sabem como são os quarteirões desta cidade. São imeeeeeeeeeeeeeeeeensos! Andei loucamente até a entrada e pela placa pude me certificar que estava no local certo, então tava tudo bem agora rsrs. Doce, ilusão! Ao adentrar ao Campus me localizei com o guardinha: “O Departamento de Engenharia Florestal? É lááááá embaixo! Desce toda esta rua, vire a direita, desce as escadas e a rampa e vai dar no estacionamento!” Vocês já devem imaginar o que aconteceu.. sim, milhas e milhas até chegar ao departamento. E cheguei! Grazadeus//
Estava lá faltando cinco minutos para o horário que estava marcando o início da aula. Mas na verdade, estava lá faltando uma hora e cinco minutos para o horário do início da aula. Isso foi bom por que pude observar os departamentos que estavam em volta daquele terceiro andar, me localizar. A direita o hospital, a direita o campus de agrárias, a frente o campus Jardim da Américas.. como assim o campus Jardim das Américas??? Lá estava ele lindo, leve e solto..! bem, foi ai que vi o engano que cometi ao deixar minha rotina. Era muito mais perto daquela sala percorrer meu caminho normalmente.
Foi a decisão que tomei logo a sair da aula. Que voltaria pelo caminho tranquilo rsrs. Bem, nunca disse isso para muitas pessoas mas apesar de não ter medo algum de altura, ou de aventuras nas alturas, se tem algo que me assusta, isso se chama passarelas. Eu sempre via aquela passarela quando estava na sala do departamento mas é claro que não imaginei que embaixo dela fosse uma rodovia. Pensei num bosque, num rio. Algo mais tranqüilo. É exatamente destas passarelas que os carros passam embaixo que eu não gosto, na verdade sinto uma ligeira fobia, que aumenta ao passar por ela. E os campus eram ligados por uma passarela que passava por cima de uma rodovia. #meldels
Mas como estava dizendo ao fim da aula, mais desinformada que cego em tiroteio fui embora com o menino da minha turma pela passarela e ao primeiro passo “ai meldels” foi soado dentro de mim. Fui atravessando sem olhar pra baixo, sem olhar pra frente e conversando com o menino mais ou menos o seguinte (em itálico foi o que pensei, em negrito o que ele disse): “daí no meu projeto eu usei regressão...aih meldels do céu, se concentra na conversa mariana, se concentra...comparei várias... se concentra no que ele esta te dizendo, vamos dê sua opinião..mas acho que faltou... meldels, passam carros lá embaixo.. [peguei disfarçadamente no corrimão].. nós somos tão imaturos quando fazemos mestrado... caraio isso não acaba mais, ta acabando, ta acabando.. [primeiro passo no chão seguro].
Ufa!
Essa certamente era bem mais longa que aquela de Londrina ou eu não estava preparada psicologicamente para passar por ela. Apesar de ter conseguido ainda me pergunto qual caminho vou escolher fazer todas as segundas feiras para chegar psicologicamente preparada para assistir aula.
Beijosfujamdaspassarelas =*
sexta-feira, 5 de março de 2010
Despedidas
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
peraltisse \o/
Ser criança! Ahhh, quem nunca foi. Quem nunca teve um bico do dedão arrancado por uma calçada qualquer, um joelho ralado no asfalto, um nariz sangrando por que caiu do seu mundo da imaginação direto para o chão? Impossível existir se não viver nenhuma destas experiências (e mesmo que me digam que não aconteceu com vocês, eu tenho o direito de não acreditar! =P).
Tem coisas que me lembro claramente de como aconteceram, outras me lembro vagamente. Uma hora que gostava muito, era a hora de brincar depois da aula. Na verdade era entre o fim da aula e a chegada do ônibus anunciadas por diversas vozes gritando loucamente “olha o ônibus”, “o ônibus, o ônibus” e todos correndo na direção da fila de mochilas montadas no pontdeombus. Neste período aprendia coisas que a escola não ensina :D
Me lembro do dia que aprendi a fazer bolinha de chicletes. Não era muito nova, mas nunca fui anciã nas descobertas da vida. Sempre mascavas chicletes, escondido da minha mãe por que ela não gostava de me ver comendo besteiras e não deixava que eu levasse para escola por que ela é professora. E vocês sabem como são as professoras!
Neste dia, fiquei toda minha meia hora mascando e fazendo bolinhas, a mando de alguém, certamente, mas não me lembro quem seguindo daí direto para uma competição de bolinhas de chicle. Quando entrei no ônibus, continuei a mascar e fazer bolinhas loucamente. A minha frente estava uma guria que fazia ensino médio no “colégio das irmãs”, como essas gurias eram respeitadas por nós, doces crionças. Primeiro, por que elas eram nossos padrões de beleza e comportamento. Era como queríamos ser quando crescer (criança sempre quer ser como alguém quando crescer). Elas tinham corpo estrutural e vestiam-se muito bem mesmo uniformizadas (elas podiam usar calças jeans, enquanto nós tínhamos que usar aqueles shorts de malha azul marinho escrito em branco extremamente largo pelo corpo esquelético e desengonçado). O fato é que a menina sentada a minha frente, cantava uma bela canção, enquanto eu, fazia bolinha, estourava e fazia bolinha. Numa destas bolinhas estouradas e eu recomeçando meu ciclo, eu, cordenada com meus sentidos como sempre fui (mentiraaa!), lancei meu chiclete para fora da minha boca alcançando o cabelo liso e preto brilhante da minha heroína. O desespero foi plantado em mim, o que fazer? Falar ou não falar? Mas o que eu poderia fazer? Tentar explicar toda a história da minha vida e desculpar-me? Tentar tirar o negócinho rosa de lá sem ela perceber? Visualizei o troço tutti frutti em meio aos fios, impossível tira-lo de lá sem ela perceber.
E foi ai que tive minha primeira atitude deixa como que tá pra ver como que fica. Sábia decisão. Simplesmente, ignorei a existência de um novo apetrecho no cabelo da minha provável mais nova inimiga e continuei a respirar meu oxigênio em paz, pedindo aos céus pra que ninguém tivesse visto o incidente e me dedurasse.
Se você querida velha inimiga estiver lendo este post, minhas sinceras desculpas e meu pedido de reconciliação.